segunda-feira, 5 de junho de 2017

One love Manchester (and peace everywhere)

One love refere-se ao amor universal e ao respeito de toda a gente por toda a gente, independentemente da origem, credo e da cor de pele
(Urban Dictionary)

Contado o tempo no momento em que começo a escrever, há pouco mais de duas horas, Ariana Grande, como o vídeo revela, terminou emocionada o concerto 'One love Manchester', com a participação de outros intérpretes. Destes, destaco Robbie Williams de quem sou fã incondicional.
O espectáculo teve uma assistência de 50 mil pessoas. Realizou-se em homenagem e a favor das vítimas e/ou famílias destas, do ataque perpetrado pelo terrorista líbio Salman Abedi.
Dramaticamente, o concerto de Manchester findou a hora próxima de, na véspera, Sábado, o terror ter saído, de novo, às ruas, mas na cidade de Londres - London Bridge e Borough Market. Os três terroristas foram mortos; mas, não partiram sozinhos. Roubaram a vida a 7 cidadãos e feriram cerca de meia centena de outros, mulheres e homens; destes, 21 encontram-se internados em estado crítico, segundo notícias recentes.
Nos dois atentados, o Daesh vangloria-se do patrocínio da barbaridade. Mais uma das muitas que os militantes do ISIS têm executado em solo europeu e também noutros territórios - Afeganistão, Iraque e Síria tem sido cenários frequentes de terror e morte.
O que é que os países ocidentais podem fazer de eficaz para destruir ISIS e os seus 'lobos solitários'? Sinceramente, não sei. Estou convicto, sim, daquilo que os líderes de alguns dos países não poderiam ter realizado. Alguns exemplos: 
  • a invasão do Iraque ordenada por George W. Bush; 
  • a 'primavera árabe' suportada por Obama, Cameron e Sarkozy que, sobretudo na Líbia, teve como objectivo a protecção dos interesses da ExxonMobil, BP e Elf Aquitaine e outras petrolíferas internacionais e não os direitos e a liberdade do povo líbio - hoje a Líbia é um centro de treino e planeamento de actos terroristas do Estado Islâmico;
  • a venda de armas, no valor de 98 mil milhões de euros, pelo louco Trump à sunita Arábia Saudita - as relações do reino corrupto, autoritário e ultra-misógino saudita com grupos terroristas, Al-Qaeda e Daesh, deixa suspeitas em muitos analistas de política internacional.
Eis três situações reais que facilitaram e facilitam o nascimento e desenvolvimento do ISIS / Daesh. Concretamente, em relação ao Iraque (Mossul) e Síria (Raqqa), os radicais wahhabistas, ortodoxos sunitas, detêm territórios sob o comando do auto-proclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. 
Como se financia o ISIS? Calcula-se que na exploração e venda de petróleo dos territórios que domina. As vendas, no mercado negro, rendem entre 1 e 3 milhões de dólares por dia. A esta receita somam-se taxas extorquidas a populações das áreas ocupadas e elevados resgates pela libertação de jornalistas e outros cidadãos ocidentais raptados. 
O monstro está criado. Agora resta descobrir a forma de o aniquilar. Como? Não sei.